segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Na quentura dos quotidianos

Hoje acordei de manhã e cocei a virilha, só me apetecia dormir. A minha mãe hoje esteve por casa, mas foi fazer compras ou o caralho e eu assim fiquei sozinho e dormi mais um pouco. Quando acordei novamente cocei a virilha outra vez e pensei na minha namorada. Depois, fui lavar a virilha e o rabinho, deixei de ter comichão, mas continuei a pensar nela. Quando apanhei o comboio os velhos ainda respiravam nos assentos. Optei por passar a viagem a ler uma obra poética do Valter Hugo Mãe, até que cheguei a uma história sua onde figurava uma personagem com o nome Mariana. Relatei o sucedido à minha amiga Mariana, ela ligou-me e disse que andava à procura de horários de transportes na Parede. Durante todo este período não cocei mais a virilha. Neste momento a minha namorada está vindo ter comigo, porque comemoramos um ano de namoro. Dia 30 ela faz anos e nós vamos produzir gémeos para, quando um deles se avariar ou tiver sarampo ou se meter na droga, sempre nos restará o outro. Que se será doutor. Quando eu for morto quero ser cremado, mas que me cortem a pilinha antes e a emoldurem. Todos os dias, quem me quiser bem, irá olhar para ela antes de se deitar e fazer dela o seu deus, rezando.