(ao meu braço amputado)
Achegaste em sombras de três anos e eu, quando te miro, esqueço-me que abandonas-te a tua presença na rua (junto da fumaça barata). Emprego-te honestidade de cair homem pássaro de cume e, quando te dou a mão - ossos poeira - agarro a tua sombra vazia (assombrada de carência). Esqueço-me que a filosófica a meio da tarde tombou em dominó e que o teu chão aberto é afundado de mimos. Saio cabeceira de infortúnios indisposta, teu abraço mais ao canto do pó: numa cave desarrumada de um edifício alto de Presentes. Filosófica, a meio da tarde, canta o meu rouxinol outras cantigas.