sábado, 19 de outubro de 2013

Ao ócio e outros amigos

Tenho quase um pedaço de fezes a baterem-me à porta anal, a pedirem-me, já com alguma insistência, que as deixe sair, que as sufoque em água sanitária, em líquido nojento de aglomerado de porcalhise familiar - e torna-se já dolorosa esta insistência egocêntrica das fezes a quererem sair, mostrarem-se, sujarem-me os boxers com um castanho mal-cheiroso. Eu contenho-me e juro como tudo que não vou desistir. Vejo, nesta situação, uma intriga, um obstáculo ao meu sucesso: eu, que estava por aqui, atento, observando material escolar, e, que agora, inesperadamente, me confronto com este duelo. Não poia embirrante, não te permito surgir assim, conforme te convém, não permito que faças do meu esfincter o teu lugar de prazer, da minha dolorosa dor! Ide, que não me irei desleixar perante a tua obstinação!