segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Xutos e Pontapés

    Há um ritual que as pessoas sem bom senso tomam, servir goles de esperança ou servir de prejuízo a sua melhor força. Eu procuro combater as minhas intenções de combate, procuro deixar a minha raiva na gaiola e não dar alpista à raiva, deixa-la morrer assim, sem água nem carinho. Deixar a raiva enciumar-se dos que, fora da gaiola, andam com a passarada e podem ir livremente ao bar da faculdade comprar uma sandes de atum sem ter de pedir esmola. Não posso deixar a raiva voar e se vingar em cocós imaginativos na vida das pessoas sem bom senso.

      Porque quando eu for grande quero ter uma prisão na cave do meu palácio, e hei-de alimentar estes indivíduos, carentes de porrada, de ração para cão e água deslavada nas minhas celas. E quando o indivíduo, que está ali atrás de mim com cara de indivíduo mau para toda a gente, se recusar a comer, eu chuto-lhe o rabo gordo com biqueira de aço que o panisgas jamais usufruirá de enrabamento anal.