quarta-feira, 6 de novembro de 2013

As emoções nunca ganham juízo

    As emoções nunca ganham juízo, e eu sei isso. Sei que matutam entre si, decidindo se bombardeiam a mente ou o coração. As emoções não têm aviso de chegada nem hora de partida, são perfeitas na sua traquinice: de andarem a correr de um lado para o outro, de descerem no escorrega dos delírios do amor. De chegarem tarde e a más horas à casinha da consciência, de me vedarem os olhos de ver.

    As emoções nunca ganham juízo, e eu, por vezes, não sei isso. Por vezes a surpresa da curiosidade basta a um desfoque, o som da voz aquece a vontade de estar mais, de brincar ao pé cozinho novamente, se necessário. E as emoções bailam qual cinderela pelo corpo todo, e as emoções, por vezes, perdem sapatos antes da meia-noite e deixam-nos descalços na escada grande que é a dúvida de nós mesmos.